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terça-feira, 19 de outubro de 2010

"Bonifácio, o porquinho", de Marilia Pirillo

E agora com vocês: BONIFÁCIO! Um porquinho um pouco diferente dos outros, com nariz de tomada e que tinha nojo de lama. Não gostava de brincar no chiqueiro e até quis aprender a nadar no riacho. Os pais se preocupavam com aquelas manias e ficaram indignados quando Bonifácio quis se tornar bichinho de estimação do filho do fazendeiro. Mas foi então, jogando futebol com o menino, que o porquinho descobriu como era bom brincar sem medo de se sujar e, depois, tomar um banho bem gostoso.
 
Tá, chega! Não conto mais nada... agora tem que ler. 
Quem criou a obra foi Marilia Pirillo, autora e ilustradora. E que ilustrações fantásticas! Um prato cheio para trabalharmos com nossos alunos. 
Elegi a obra para iniciar o ano letivo. Por ser tão boa, foi uma cúmplice naquele período (complicado!) de adaptações. Enquanto montava o projeto descobri o blog da Marilia. Escrevi pra ela e a querida respondeu. Mais querida ainda por ter me dado várias dicas de atividades. Tinha tudo pra dar certo! E deu.
Meu objetivo principal era conhecer melhor minha nova turma, criar laços, ajudar os novos em suas adaptações... mas o Boni (sim, já somos íntimos... hehehe) e a Marilia me ajudaram a ir além do planejado.  Fizemos pesquisas científicas sobre o animal porco - o que come? qual é seu habitat? que som emite? por que dizem que ele é fedido? por que gosta de lama? (vídeos selecionados do youtube ajudaram) - confeccionamos origamis com cara de porquinhos, brincamos de lama (argila) e depois fomos juntos lavar nossas mãos - aprender quanto de sabonete líquido precisamos, que a torneira não precisa ficar o tempo todo aberta e que duas folhas de papel são suficientes para secar nossas mãos. Lembrem-se: todo ato deve ser visto como ato educativo, até lavar as mãos. Fizemos uma simulação (com música) de um gostoso banho - usando folhas de jornal que hora eram água e sabonete e hora eram shampoo e toalha... diversão foi o que não faltou! 
Depois partimos para o estudo de interpretação da história, da linguagem e do personagem. Contei outras historinhas sobre porcos. Até releituras da ilustração da capa do livro foram feitas com o uso de borra de café. No final do projeto fizemos orelhas e nariz de porco em EVA para as crianças brincarem de serem porquinhos. Nesse momento foi possível avaliar o conhecimento que adquiriram durante o projeto. O vocabulário deles enriqueceu com palavras que antes eram desconhecidas: vara (coletivos de porcos), chafurdar na lama, grunhir...
Aos poucos o nervosismo inicial foi passando, as crianças chegando mais tranqüilas e apropriando-se dos espaços da escola. Obrigada Boni, obrigada Marilia!

Sigam o blog da Marilia Pirillo: http://www.mariliapirillo.com/

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ILAN BRENMAN... um contador de histórias

Conheci o trabalho do Ilan Brenman através de seus livros infantis. Primeiro foi o "Gabriel, Já Para o Banho", da editora Brinque Book. Ilan tem mas de 20 livros publicados. Mas o livro que me fez querer saber mais sobre esse autor foi "Até as Princesas Soltam Pum"... MA RA VI LHO SO! 
O livro todo se desenrola a partir da pergunta de Laura ao pai: "As princesas soltam pum?". Para esclarecer a questão, o pai de Laura consulta o Livro Secreto das Princesas, com episódios gastrointestinais ocorridos com a Cinderela, a Branca de Neve e a Pequena Sereia. Impossível não rir! Contador de histórias há quase 20 anos, ele tem suas inspirações baseadas nos acontecimentos de seu lar. Fiquei sabendo que o livro tá fazendo tanto sucesso, que até tem chances de virar uma peça teatral em 2011. 
Recentemente assisiti uma entrevista sua na Globo News e com sabedoria ele disse: "- O mundo pra infância está muito careta. A gente tem que falar com as palavras certas, tudo tá tão certinho... A complexidade sumiu! A infância é complexa. O interior da criança é muito rico.... Eu nunca escrevo pensando em educar ou querendo trazer algo elevado para a criança. E acho que é por isso que dá certo! Ninguém sabe a função da literatura. A poesia é inútil, mas das inutilidades é a mais importante. Então literatura serve pra causar estranhamento, emoção, aproximar pessoas, tristeza... A criança tem direito a tristeza!".
CONHEÇAM SEU SITE:  http://www.ilan.com.br/


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"DEZ CASAS E UM POSTE QUE PEDRO FEZ"

Livro do autor e ilustrador Hermes Bernardi Jr., publicado pela editora Projeto. Participei do pré-lançamento do livro e assim pude saber de que forma Hermes planejou e pensou sua criação. 
"Casas, cores e personagens surgem nessa brincadeira bem armada com as palavras que Hermes fez. Os sons vão se combinando para contar a história dessa rua de casas tão engraçadas. A cada verso uma surpresa. A cada estrofe muitas cenas inusitadas e por isso tão divertidas." 


PENSEI NUMA ATIVIDADE PARA TRABALHAR COM A ED. INFANTIL:
  1. Ler a história com antecedência. Isso é bem importante! Assim, é possível antecipar as entoações e expressões faciais que poderão ser empregadas na contação.
  2. Apresentar o livro. O livro deve ser apresentado para que as crianças apreciem a capa, saibam quem foi o autor e ilustrador. Também pode-se antecipar sobre o tema que será tratado.
  3. A expectativa foi gerada, as crianças estão atentas... "- Preparem-se, a história vai começar!"
  4. Durante a história gosto de fazer perguntas sobre a interpretação das crianças. Isso prende a atenção e assim posso saber como estão compreendendo.
  5. Ao final, deixo livre para que todos se manifestem. É nessa hora que tenho o retorno da análise crítica do grupo. 
  6. Convido todos para criarem comigo uma maquete da história. Pintamos caixas com as cores das casas. Desenhamos uma rua. Colamos as caixas/casas na ordem que conta a história. Nesse momento pergunto qual personagem vive naquela casa, peço que descrevam o que lembram do personagem. O livro pode estar junto e servir de consulta caso não recordem.
  7. "- Mas e o poste? Onde está o poste? Cadê o poste?... Como vamos criá-lo?" Aqui os alunos dizem como podemos fazer o poste. As ideias vão surgindo. Aquilo que sei que não funcionará eu pergunto se parecerá mesmo com um poste. Ou então, onde conseguiremos tal material, de que forma aplicaremos em nossa maquete. É importante fazê-los pensar. No grupo que trabalhei a história, uma menina deu a ideia de usarmos jornal enrolado e fixarmos com durex. Deu certo!
Deixo aqui a dica do blog do Hermes, divirtam-se: http://tercaeucontopravoce.blogspot.com/


"ACABOU-SE O QUE ERA DOCE. QUEM COMEU ARREGALOU-SE. QUEM NÃO COMEU, DANOU-SE!"